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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Livros do MEC para o ano de 2019 virão com Ideologia de Gênero

Livros do MEC para o ano de 2019 virão com Ideologia de Gênero.


As obras didáticas do PNLD/MEC 2019 são as primeiras alinhadas às 

políticas educacionais e ao projeto intercultural da BNCC, obrigatórios

 para todas as escolas do país. 



As escolas públicas e Secretarias de Educação que em tempo hábil registraram
 a escolha dos livros didáticos do Plano Nacional do Livro e do Material Didático
 (PNLD) 2019, receberão as obras no mês de janeiro/2019 para distribuição 
gratuita aos alunos.

O lote de livros desse edital é destinado à Pré-Escola (alunos de 4 a 5 anos e 
11 meses), cujos exemplares serão disponibilizados apenas aos professores e 
à 1ª fase do Ensino Fundamental, do 1º ao 5º ano (alunos de 6 a 10 anos), 
sendo que os livros de Educação Física serão entregues somente aos professores.

Há indícios de que as editoras, de maneira generalizada, em maior ou menor 
grau, aplicaram em seus conteúdos à Ideologia de Gênero (IG), tornando difícil 
às escolas escolherem livros isentos dessa matéria.

Entende-se por IG, no caso dos livros didáticos e literários para crianças de 
4 a 10 anos, a desconstrução de elementos culturais hegemônicos próprios 
da divisão sexual, estabelecidos no imaginário das crianças. Classificados 
pela IG como esteriótipos, esses componentes culturais devem ser modificados 
na sociedade a partir da escola.

Para tanto, aplicam-se estratégias lúdicas e semióticas visando a imbricação do 
comportamento para se levar a uma suposta igualdade de gênero. E, nesse 
contexto desenvolvem-se feminilidades em meninos e masculinidades em 
meninas. 

Outro ponto é a quebra e ampliação da normalidade constitucional (art. 226) do 
casamento entre um homem e uma mulher para admitir a união entre 
pessoas, independente do sexo e da quantidade de membros. Mesmo as uniões 
não sexuais (homem e mulher) são normalizadas na organização conceitual 
infantil com os mesmos termos: casal, casamento e família.

Os defensores das políticas de gênero para a educação infantil afirmam que ao 
aplicarem conceitos que anulam a divisão sexual entre os indivíduos (que seria 
histórica, cultural e social) estariam contribuindo para a construção de uma 
sociedade igualitária, sem conflitos e preconceitos. 

Já os contrários entendem que a divisão sexual entre os indivíduos seja 
natural e ancorada no determinismo biológico e psicológico. E, o 
comportamento social do homem e da mulher, embora possam ser marcados 
histórica, cultural e socialmente não seriam desvinculados do sexo.  

E denunciam as reais intenções da perspectiva de gênero de criar um novo 
modelo antropológico, social e familiar diferente daquele forjado 
milenarmente nas sociedades complexas, especialmente no Ocidente. Isto 
com sérias consequências sociais no futuro visto que esse novo modelo 
sempre esbarrará nos limites do determinismo sexual.

Durante a elaboração da BNCC (para crianças de 0 a 14 anos), as frentes 
parlamentares evangélica, católica, da vida e da família na Câmara dos 
Deputados e do Senado uniram suas forças políticas junto ao Governo e exigiram 
a retirada das menções ao gênero, orientação sexual e identidade de gênero no 
texto final.

O Governo Federal concordou com o pedido e determinou a retirada dos termos. 

No entanto, de maneira a contrariar o acordo governamental com as bancadas
 cristãs, as equipes de redação e revisão textual da BNCC no âmbito do Conselho
 Nacional de Educacional (CNE) e do Ministério da Educação (MEC) mantiveram
 intactos no texto homologado os conceitos de gênero, identidade de gênero e 
orientação sexual através do emprego de outras palavras, termos e expressões.

Mesmo que não tivesse havido o processo redacional de engenharia 
linguística e discursiva com o intuito de preservar o conceito de gênero em 
substituição ao sexo, mesmo assim a aplicação dessa matéria seria possível 
(embora por via indireta) por conta do eixo confesso da INTERCULTURALIDADE 
que sustenta a BNCC.

A IG faz parte da perspectiva teórica INTERCULTURAL que defende 
identidades e fronteiras abertas, fluídas e imbricadas.

Desta forma, a Ideologia de Gênero, por força da BNCC, estará presente 
nas escolas por meio dos projetos pedagógicos e dos materiais didáticos, 
literários e paradidáticos.

Não somente através deles, mas também dos cursos de licenciatura oferecidos 
pelas faculdades e universidades, cursos de formação continuada de 
professores promovidos por secretarias de educação e avaliações institucionais.

Em suma, permanece a luta contra a IG no sistema escolar, sobretudo na 
educação de crianças.

Orley José da Silvaé professor em Goiânia, mestre em letras e linguística 
(UFG) e doutorando em ciências da religião (PUC Goiás). É particularmente 
interessado no acompanhamento do currículo escolar e do material didático.



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Proposta uma versão de BNCC realmente conservadora e livre da Ideologia de 
Gênero


Professores contra a Ideologia de Gênero na BNCC




















































Fonte: Professor Orley Silva
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