Conselho de Segurança expressou preocupação com a escalada de violência e pediu respeito às leis humanitárias; conflito já deixou mais de 450 mortos.

Sistema antimíssil disparado pelo exército israelense ilumina o céu sobre a Faixa de Gaza - 18/07/2014 - Mahmud Hams/AFP
Depois de um domingo sangrento, quando mais de cem pessoas morreram durante as operações militares israelenses na Faixa de Gaza, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo imediato na região e expressou "sérias preocupações" com a escalada de violência. Em duas semanas de conflito na Faixa de Gaza, ao menos 430 palestinos e vinte israelenses foram mortos.

Fumaça vista após ataque israelense em Gaza - 17/07/2014 - Mohammed Saber/EFE
Leia mais:
Em um comunicado lido à imprensa após uma reunião a portas fechadas na noite de domingo, o conselho disse estar inquieto pelo crescente número de fatalidades e pediu respeito às leis humanitárias internacionais, “incluindo a proteção dos civis”. Os países do conselho defenderam os esforços do Egito e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que desembarcou na região no domingo, para costurarem um acordo.

Na imagem, funeral de quatro crianças palestinas mortas por foguetes lançados de Israel em direção a uma praia, na cidade de Gaza, em 16/07/2014 - Finbarr O'Reilly/Reuters
Repercussão – Riyad Mansour, o representante palestino para a ONU, disse a repórteres estar desapontado pelo fato de que o conselho não adotou a resolução proposta pela Jordânia que pedia a retirada das forças de ocupação de Israel. Mansour declarou que o comunicado do conselho é um teste para ver se Israel interromperá as operações contra Gaza. O embaixador de Israel, Ron Prosor, não falou com os repórteres após a reunião. Já o embaixador da Rússia Vitaly Churkin criticou a convocação do conselho. Para ele, a reunião não tinha um propósito específico a ser discutido. "Por que ter esse encontro? O Conselho de Segurança ficou em uma posição muito constrangedora. Obviamente, nada sairá daqui", disse.
O Secretário de Estado americano, John Kerry, viajará ao Oriente Médio nesta segunda-feira na tentativa de ajudar nas negociações por um cessar-fogo. O Departamento de Estado disse que ele se juntará aos esforços diplomáticos para retomar uma trégua que foi acordada em novembro de 2012. O governo de Cairo ofereceu um plano de cessar-fogo, apoiado pelos Estados Unidos e por Israel. No entanto, o Hamas rejeitou a oferta e confia nos governos do Catar e da Turquia para uma proposta alternativa.

Combatentes palestinos tiram fotos dentro de uma casa destruída, na cidade de Morek, província de Hama. Os conflitos entre Israel e Palestina já duram duas semanas, deixando mais 500 mortos. A ONU solicitou nesta segunda-feira (21) um cessar-fogo imediato na região - Badi Khlif/Reuters

Na imagem, lançador dispara um foguete interceptador no sul da cidade israelense de Ashdodem 09/04/2014 - Baz Ratner/Reuters

Palestinas choram ao saber que suas casas foram destruídas, em 08/07/2014 - Reuters

Ataque aéreo israelense em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, em 08/07/2014 - Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

Ferido é socorrido após bombardeio na Faixa de Gaza, em 08/07/2014 - Reuters

Nuvem de fumaça vista após um ataque com mísseis israelenses que atingiram a Cidade de Gaza - Mahmud Ams/AFP

Caças de Israel despejam bombas sobre a Faixa de Gaza em retaliação à morte de jovens israelenses - Said Khatib/AFP
http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/onu-pede-cessar-fogo-imediato-na-faixa-de-gaza