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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sugestão para trabalhar a autoestima–a Criança e a Aprendizagem




“A Autoestima, a Criança e a Aprendizagem”
]
"A opinião que o indivíduo tem de si mesmo está
ligada ao seu desenvolvimento e aprendizagem. O autoconceito se desenvolve desde muito cedo na relação da criança consigo mesma e com os outros. No trabalho de autoestima com o aluno, o relaxamento e a automassagem são fundamentais, para que o princípio do "se sentir bem consigo  mesmo", aconteça.. "


Este é um dos atendimentos da Equipe de Apoio a Aprendizagem - 
SEAA -Alunos que apresentam baixo rendimento escolar, 
repetências, defasagem de conteúdos, problemas emocionais, 
comportamentos inadequados (agressividade ou apatia), inadaptação
 á escola, e/ou á turma... situações de dificuldades refletindo 
em baixo rendimento escolar.




  
- Encaminhados pelo professor ou por solicitação da família ou do serviço médico.
-Com o acompanhamento do professor e participação da família.

Caso as dificuldades apresentadas em sala de aula estiverem ligadas apenas á baixa autoestima, vai haver uma diferença significativa. Se, porém, o problema persistir, as oficinas de autoestima atuam, também, como instrumento de investigação psicopedagógica sugerindo uma investigação completa da história de vida do aluno.

Julia Virginia de Moura - Pedagoga 



“Projeto Resgatando a Autoestima – a Criança e a Aprendizagem"












Justificativa

A importância das relações interpessoais, da integração dos grupos, descoberta do seu próprio fazer, autovalorização, da autoestima, e o quanto tudo isso influencia na capacidade do ser humano de aprender, principalmente no período escolar, estas oficinas se destinam aos alunos que estão sendo encaminhados á Equipe de Apoio Pedagógico com queixas de agressividade ou apatia, repetências, defasagem, dificuldades acentuadas de aprendizagem, resultando em suspeitas de ANEEs.



Partilhar momentos de reflexões e encontrar soluções possíveis para situações de conflitos da vida diária, em sala de aula, na família, na comunidade, que possam estar refletindo em seus processos de aprendizagem e comportamentos inadequados.


Alunos provenientes de famílias desestruturadas em que os conflitos emocionais, sentimentos depressivos, gerados através de vários fatores como: separação dos pais e novo casamento, negligência, ou abuso sexual, criança enlutada por morte, natural ou violenta, de alguém querido, situações que tem o caráter de perda.
Tais comportamentos podem mascarar a realidade, como uma dificuldade de aprendizagem acentuada, aluno com necessidades educacionais especiais, um transtorno funcional (hiperatividade, dislexia, disgrafia... entre outros). Em todos os casos há uma queda na autoestima.

Dessa forma uma série de Oficinas de Autoestima vai dar um norte para cada um e uma melhora na qualidade de vida da criança.

Se persistirem em situações de dificuldades, observadas no inicio pelo professor, estas oficinas passam a um ser instrumento de investigação psicopedagógica, com acompanhamento da família, do professor e um parecer médico, caso seja necessário, para adequar o atendimento educacional destes alunos de acordo com suas necessidades.

Objetivo Geral


Trabalhar a afetividade, socialização, relações emocionais e os aspectos psicomotores, de uma maneira lúdica, visando resgatar autoestima e despertar o interesse do educando em aprender e proporcionar condições para que todos os alunos sejam capazes de possuir autonomia, independência frente ao conhecimento construído socialmente, em sala de aula, e seu sucesso no seu processo de letramento.



Objetivos Específicos

A partir das observações e informações dos professores, foi definido o seguinte objetivo para a realização destas oficinas de autoestima: oportunizar ao aluno atividades que possibilitem o conhecimento de si mesmo e dos demais participantes do grupo, a fim de elevar sua autoestima, para que desenvolva um convívio melhor , aprendizagem dentro de atividades de inclusão social, melhorando suas relações com o mundo, a família, a escola, a comunidade e consigo mesmo.

Público Alvo

Alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental que se encontram em situação de dificuldades de aprendizagem e/ou disciplina.Turmas de alunos, no máximo, 12 (doze) alunos.

Metodologia

As Oficinas serão desenvolvidas com base em dinâmicas de trabalho na Sala de Oficinas Pedagógicas/Equipe de Apoio á Aprendizagem, pela pedagoga, semanalmente, sob a responsabilidade da Equipe de Apoio á aprendizagem.
-O aluno, em um momento apropriado será "escutado” (sobre seu desempenho na sala de aula, o motivo pelo qual vai participar das Oficinas, e no final fará uma autoavaliação.
- Deverá participar de atividades de Relaxamento, Auto Massagem e Sensibilização.
-Ler e interpretar textos (textos reflexivos, músicas, poesias, contos, histórias...), alunos de 3º Ano, 3ª e 4ª Série/ 4º e 5º Ano.
- Interpretar gravuras músicas, poesias e contos oralmente (alunos de 1ºe 2ºAnos e 2ª Série.
* De acordo com a capacidade de cada um dos participantes que se constituirão, muitas vezes de séries/anos diferente.
-Participar de dinâmicas de grupos
-Participar de atividades psicomotoras de recreação...
-Valorizar a afetividade e as regras de convivências;

Duração

Dois encontros semanais, no horário contrario ao horário de aula. Cada Oficina terá a duração de 1 hora divida em três tempos: 20 minutos: Auto massagem - Dinâmica- Sensibilização - 20 minutos: Explosão de Ideias - 20 minutos - Atividades pedagógicas, oralidade, expressão corporal, expressão artística produção/interpretação de gravuras, textos e dramatizações (de acordo com a dinâmica aplicada). Encerramento com uma mensagem e uma lembrancinha.

Cronograma

O Projeto Oficinas Pedagógicas Grupos de Vivência e Autoestima será executado no decorrer do ano letivo.

Avaliação

A avaliação será qualitativa e processual á cada bimestre, junto com o professor e o aluno também fará periodicamente uma autoavaliação.

Automassagem e seus efeitos, como realizar nas oficinas de autoestima



A massagem relaxante é realizada aplicando movimentos firmes e suaves sobre os tecidos do corpo proporcionando relaxamento muscular, melhoria da circulação sanguínea, alívio das tensões no pescoço e ombros entre outros benefícios.

O movimento da massagem relaxante proporciona benefícios físicos e psicológicos, aliviando o estresse, dores musculares, diminuição da ansiedade, irritabilidade, aumenta a flexibilidade, elasticidade.
É feita no corpo todo e pode ser aplicada em homens, em mulheres, e crianças em situação de stress. 



Posições que podem ser usadas na automassagem




                                        
                                                                              

  A massagem relaxante é uma técnica para eliminar o stress e a dor física, desfrutar de uma sensação de bem-estar e relaxamento e até mesmo dissolver as preocupações e melhorar o humor.

Foi cientificamente provado que o corpo faz contato com algumas alterações, tanto físicas como psicológicas. isto permite que libere os hormônios que criam uma sensação de bem-estar e felicidade. O contato, ou toque, transmite ao sistema nervoso impulsos que permitem afrouxar os nervos e dissolver os nódulos de tensão.
A massagem trabalha na pessoa com profundidade e modifica o estado físico e mental. Se repetidas, podemos dizer que é curativa. 
Quando estamos trabalhando com crianças em situações de stress, temos efeitos significativos como: relaxamento, bem estar e elevação da autoestima, uma vez que além dos efeitos terapêuticos, a criança está sendo trabalhada no seu esquema corporal (localização espacial) motricidade, e inclusão social.

-Automassagem – em Oficinas de Autoestima 





Introdução

“Sentados em círculo “olhinhos fechados”,” respirando 
pelo nariz soltando lentamente e devagarzinho pela boca... 
"vamos aquecer as mãos , esfregando uma na outra, fechar 
mãozinhas em concha e colocar várias vezes em determinados
 pontos do corpo. Cada um fazer vai em si mesmo,
 por isso chama -se  automassagem.

Passo a passo

1-música bem suave, relaxante (de fundo); 
























3-colocar as mãozinhas no local que vou indicando, fazendo
 a respiração por três vezes em cada local: na cabeça, nos 
ouvidos, na garganta, nas costas... abaixo do peito, no rosto,
 no coração.  Estes são alguns pontos de tensão muscular 
e sede das emoções . Sempre no início de todas as oficinas 
realizar o relaxamento e automassagem.


1ª OFICINA - Acolhimento -

Um lanche e uma conversa informal explicando o que vamos
 fazer nos nossos encontros, a rotina das oficinas: 
automassagem, dinâmica, e expressão oral ou artística.







Falar sobre os vínculos do grupo: “somos um grupo de
 amigos que vamos fazer uma série de atividades,
 jogos, brincadeiras e principalmente, estamos aqui pra 
sermos amigos e "ouvir um ao outro". aqui não é a sala 
do castigo... é a sala do bate-papo. hoje as pessoas não 
querem escutar umas ás outras, ninguém quer ouvir 
o outro, e as crianças então... não são ouvidas. Aqui é o 
espaço da “escuta”-falar sobre a automassagem, 
o relaxamento, que faz a gente se sentir bem... 


Roteiro de uma Oficina de Autoestima

1- Ambiente acolhedor musica suave, e balas com mensagens de
 motivação, para o final.
2_ Auto Massagem - Relaxamento - Respiração
3 - Aplicar uma dinâmica, ler um conto de fadas(por exemplo) 
que fala muito de sentimentos, para estimular a criança a falar
 como se sente. E nos outros encontros dinâmicas de autovalorização.
4_ Explosão de Ideias - quando as crianças falam de 
seus sentimentos, dificuldades emocionais, através da escrita,
 ou escolha de gravuras, os participantes são convidados a
 "dar ideias" sobre como o colega que vai lidar com aquela situação...
O efeito das ideias colocadas pelos seus pelos pares 
tem mais efeito (poderá haver provocação ou intervenção 
“espontânea” da articuladora, que também é uma participante).











5- Atividades
- Expressão dos sentimentos através da ESCRITA ou do DESENHO. 

Exposição no mural.

6- Finalização – 


Reafirmando a confiança da criança no grupo e na coordenadora 
da Oficina “a gente, aqui, não chama pai, mãe, professora...
 somos amigos, estamos aqui, para um escutar o outro, e tudo 
que for dito aqui fica entre a gente."
Entrega de balas ou doces com uma mensagem.


                               MODELO DE OFICINA DE AUTOESTIMA
.

OFICINA “COMO ESTOU ME SENTINDO”

Usar Carinhas que sentimentos diversos, positivos e negativos:



COM MEDO



                
CHATEADO

                                                                                                                                                                                                                                                 
TRANQUILA(o)
   
TRISTE


PREOCUPADO

                                                                                         
FELIZ
                                                     ...


















e pedir que cada participante  escreva seu nome (numa ficha) 
e cole embaixo da carinha com a qual ele identifica a
 forma como está se sentindo hoje. 

Em seguida, "Quem Que Falar Sobre o que 
está acontecendo que faz com que e se sinta 
dessa forma (a escolhida pelo aluno)”?
A dinâmica da dinâmica - Neste momento em que há uma 
“Explosão de Ideias"
Participantes vão apontar possíveis soluções, que se 
forem corretas serão reforçadas pela articuladora.
E, finalizando, uma bala e uma mensagem afetiva de 
otimismo são distribuídas.

*Usar em outras oficinas dinâmicas de autoestima e
 interação social, e sempre voltar á Oficina 
"Como estou me Sentindo Hoje" - pois quando o aluno
 fala, e ouve os seus pares - parte de seus conflitos
 emocionais minimizam e os reflexos apresentam-se 
na sala de aula, na sua aprendizagem e comportamento.

Fonte: Júlia Virginia de Moura


Postado por: Marcia Valeria

Desenvolvimento da psicomotricidade em crianças de 6 a 8 anos através do futsal





Introdução
    O Futsal iniciou-se desde a criação da Federação Internacional de Futebol de Salão no Brasil em 1971. Apartir desta data o futsal foi conquistando o país, e em pouco tempo os continentes. O Futsal passou a ser praticado em todo o mundo, tendo só como diferenciação as habilidades de cada um praticante (LUCENA, 1998).
    Quando o futsal passou a ser comandado pela FIFA houve uma expansão, sendo que mais de 160 países praticavam a modalidade, e não diferente desses países, o Brasil passou a ser o país do futebol e o Futsal passou a ser o esporte mais praticado no território brasileiro (BELLO JUNIOR, 1998).
    Conforme Menezes (1998), nos últimos anos observa-se o crescimento exponencial do futsal, no contexto mundial. O Brasil destaca-se como o melhor do mundo, com isso o país que já era praticante da modalidade teve um crescimento extraordinário de interessados, principalmente crianças, com isso tornando-se uma das modalidades mais praticadas nas escolas brasileiras.
    Existe uma série de transformações ou mudanças da estrutura física da criança na faixa de idade da iniciação no futebol, compreendida nas chamadas categorias menores de 07 á 13 anos de idade; fraudinha, dentinho e dente de leite (TAGLIARI, VIEIRA; 1996, FILGUEIRA; 2006).
    A prática de atividades físicas e esportivas, atualmente é considerada essencial no desenvolvimento psicomotor do ser humano, sabe-se então a importância dessas atividades em crianças que estão começando a desenvolver-se. Observou-se a possibilidade de introduzir nas aulas de futsal jogos e brincadeiras que proporcionem um desenvolvimento de raciocínio rápido, que serão essenciais no objetivo de normalizar o comportamento motor da criança (LE BOULCH; 1982, SILVA, TASHIRO, SILVA; 2006).
    De acordo com Chazuad (1976), a psicomotricidade é uma noção que procura, em suma, opor-se aos nossos habitos cartesianos de pensamento. Intenção e extensão se reencontram na organização histórica e funcional da única realidade do sujeito que é o corpo. Desta forma, desde as primeiras intervenções de reabilitação neuropsicomotora, pode-se observar bons resultados motores em crianças (RAMPOLDI, 2006), bem como melhoria na atenção (QUERNE et al; 2008).
    O esquema corporal, a lateralidade, a estrutura espacial e a orientação temporal, são indispensáveis no desenvolvimento da psicomotricidade das crianças. A criança poderá ter um melhor rendimento na medida em que seu corpo trabalhe de acordo com o seu grau de raciocínio, podendo utilizá-lo não somente para movimentar-se, mas também para agir (Meur, 1991).
    Bayer (1983) e Gomes (1991) aconselham que se utilize, nesta fase, vários exercícios de ordem coordenativa, lateralidade, ritmo, reação acústica,óptica, orientação espacial, temporal, apreciação das trajetórias, distâncias, velocidades e direções, poisestas capacidades permitirão ao aluno identificar a posição do corpo, ou segmento corporal em relação ao espaço, executar corretamente a sincronização do espaço temporal dos movimentos e reagir prontamente a um estímulo, e os mesmos autores recomendam que estes exercícios sejam desenvolvidos através de jogos de baixa para alta organização.
    Segundo Tani et al (1988), Krebs (1992) e Gallahue (1993), em termos motores, a criança encontra-se na fase de estimulação, onde o domínio motor caracteriza-se pela definição dos movimentos fundamentais e início da combinação dos mesmos. No nível cognitivo Piaget (1973) relata que a criança encontra-se na fase das operações concretas, assim seu nível de pensamento abstrato é baixo.
    A estrutura espacial, o equilibrio e a lateralização são essenciais para se obter a psicomotricidade, citando a lateralização é a capacidade que a criança tem de se locomover para os lados, tanto para o lado esquerdo quanto para o lado direito.. É o movimento que permite à criança encontrar um conjunto de relações; sujeito, as coisas e o espaço, necessárias em seu desenvolvimento motor, dando a condição à criança de aprender a perceber e a observar o vivido, o operatório e o mental (Ferreira Neto, 1999).
    Todo ser humano é dotado de uns equipamentos sensoriais, que conduzem a informação perceptiva, por meio das vias motoras, ao cérebro e ao cerebelo, onde são decodificadas e consequentemente retornadas pelo sistema de resposta, por interferência dos núcleos da base. Assim fica possível a estruturação do espaço e do tempo, importantes no desenvolvimento da psicomotricidade da criança (Ferreira Neto, 1999). Já o hipotálamo tem importante papel na adaptação do comportamento ao estado fisiológico do organismo, juntamente com o sistema límbico atuam na repercussão emocional provocada pelos acontecimentos exteriores (LE BOULCH, 1982).
    As crianças desenvolvem noções espaciais durante as aulas de futsal, através da movimentação de forma lúdica, na elaboração do conhecimento necessário para um ótimo desenvolvimento motor (Meur, 1991).
    A aprendizagem da psicomotricidade a multilateralidade é essencial no futsal devido essa aprendizagem motora estar ligada a aquisição, aperfeiçoamento, estabilização, emprego e conservação das habilidades motrizes. No futsal o controle da decisão e o raciocínio rápido são essenciais para o desenvolvimento das habilidades motoras das crianças (Bello JÚNIOR, 1998).
    De acordo com Bueno (1998), para uma evolução psicomotora é necessário que a criança tome consciência do contato com o solo e com a mobilidade da articulação do tornozelo para uma boa progressão do equilíbrio. Na prática do futsal durante as aulas de educação física a criança, independentemente do sexo, pode passar por essas fases durante a prática, que serão essências para a futura aquisição da psicomotricidade da mesma.
    Durante o desenvolvimento normal, a criança passa por experiências sensório-motoras que facilitam a aquisição e o refinamento de padrões motores. Estas experiências acontecem e são enriquecidas graças à variabilidade e a complexibilidade do ambiente (Gibson, 1998). O controle dos movimentos é comandado pelo sistema nervoso que modula o sistema efetor de acordo com a intenção do individuo e com as informações sensoriais adquiridas do ambiente. Esse controle é responsável pelo equilíbrio e pela direção de movimentos. (GUyton, 1986).
    Os movimentos naturais que surgem dos 7 anos em diante e o chamado geral ou transitório, aonde começa a aplicação e a combinação das habilidades motoras como chutar, correr e se equilibrar. Já a habilidade especifica vai de 11 a 13 anos, que envolve atividades mais complexas com estratégias e regras (Bello JÚNIOR, 1998). Porém, a força muscular pode ser incrementada com a prática de atividade física, independentemente da idade (DORÉ et al; 2000).
Material e métodos
    O estudo pautou-se na pesquisa de campo – observacional e longitudinal. Dessa forma, foi realizada observação no periodo de 03 de março a 25 de setembro de 2007 e tendo como local uma escola privada na cidade de Itabaiana-Sergipe-Brasil. As crianças possuíam a faixa etária de 06 a 08 anos e estudavam 1ª e 2ª anos do Ensino Fundamental, foram 43 crianças, 23 do gênero feminio e 20 do gênero masculino submetidas a bateria de testes, no início do período de observação e no final, para verificar, no prazo estimado, o desenvolvimento da psicomotricidade através do futsal nas aulas de educação física escolar; com a permissão de seus pais, através de termo de consentimento livre e esclarecido.
    As crianças foram divididas por faixa etária de 6, 7 e 8 anos, para a melhor analise do desenvolvimento. Foram aplicados testes práticos, depois de termos esclarecidos aos pais e as próprias crianças o objetivo do teste. Os testes aplicados foram de Equilibração, Lateralização, Noção do Corpo e Estruturação Espaço-Temporal, ultilizados em todas as faixas etárias, com base na bateria Psicomotora de Fonseca (1995), adequada e modificada para o futsal.
    No intuito de observar o rendimento de qual gênero se saiu melhor, através de gráficos e da análise qualitativa com o teste qui-quadrado, no qual adoutou-se 0,05 ou 5% do nível de reijeição da hipótese de nulidade.
Resultados e discussões
    Na Figura 1, no que se diz respeito a Equilibração, os meninos se sobressaíram e tiveram uma maior porcentagem em relação as meninas, os meninos nos aspectos bom: 33% e satisfatório: 66:60% tiveram melhor desenvolvimento do que as meninas, que por sua vez superou os meninos no satisfatório com: 100%, já em relação ao Excelente e ao Fraco ouve um padrão para ambos os sexos de 0%. Isso na faixa etária de 6 anos, o qual apresentou qui-quadrado igual a 38.077 e p= 0,001, que demonstra diferença significativa entre os gêneros para os 6 anos de idade.
Figura 1. Distribuição da Equilibração segundo a idade e gênero
Ex= excelente, B= bom, S= satisfatório e F= fraco
    Nos resultados das crianças de 7 anos encontramos meninos com maior porcentagem sobre as meninas no melhor aspecto do teste, eles tiveram nos aspecto Excelente: 16,60% e no Bom: 49,90%, já as meninas superam os meninos no aspecto Satisfatório: 44,40% e no Bom: 55,50%, no teste qui-quadrado igual 55.873 e p= 0,001, sendo significativa a diferença entre os gêneros nessa idade. Dando a perceber que motivação da parte das meninas não falta, o que falta é o incentivo à modalidade tanto dos pais, como escolas e colégio. Para com isso elas possam adquirir habilidades motoras essências tanto para as praticas quanto para o dia-dia. Já nos outros aspectos houve um equilíbrio ambos os gêneros.
    Já nas crianças com a faixa etária de 8 anos, os resultados encontrados foram que o sexo masculino obteve no aspecto Excelente: 16,60%, no Bom: 75% e no satisfatório: 8,30%, já as meninas caíram a porcentagem comparada a outras faixas etárias e subiu o aspecto fraco: 9%, apresentando o qui-quadrado 36.892 e p= 0,001, ou seja, com diferença significativa nesta idade para a equilibração. Com esses dados percebe-se que crianças do gênero feminino com a idade de 8 anos não estão participando das praticas esportivas nas escolas, e sim supostamente assumindo o papel de dona de casa e assim deixando de ganhar habilidades motoras.
    Na Figura 2, nos resultados sobre lateralização, observam-se as vantagens percentuais dos meninos em relação às meninas. Os meninos obtiveram no aspecto Bom: 67% e no Satisfatório: 33%, já as meninas tiveram um bom desempenho no aspecto Satisfatório: 67% mais teve amento no aspecto Fraco: 33%. Isso na faixa etária de 6 anos, no qual obteve 74.975 de qui-quadrado e p= 0,001, ou seja, com diferença significativa entre os gêneros.
Figura 2. Distribuição da lateralização segundo a idade e gênero
Ex= excelente, B= bom, S= satisfatório e F= fraco
    Já nos 7 anos, a figura acima mostra resultados que as meninas superaram os menino tanto no aspecto Bom: 55,50% quanto no aspecto fraco: 0%, deixando que os meninos aumentassem a porcentagem do aspecto fraco: 17%, e nos outros aspectos há um certo equilíbrio ambos os gêneros, com o teste qui-quadrado 1.661 e p= 0,46, que conota não haver diferença estatisticamente perceptível.
    Com as crianças de 8 anos, os meninos obtiveram Bom: 83% e as meninas elevaram o aspecto Fraco: 9% e os outros aspectos ficaram parcialmente nivelados. Com esses resultados dos testes mostram que os meninos com a faixa etária de 8 anos se sobressaem em relação as meninas com a mesma faixa etária, confirmada p= 0,001, num qui-quadrado de 44.792.
    Os dados da Figura 3 em relação a Noção do Corpo, os meninos com a faixa etária de 6 anos obtiveram um percentual no aspecto Bom: 33% e com a mesma proporção percentual as meninas obtiveram no aspecto fraco: 33%, já nos outros aspectos como mostra o gráfico acima, os percentuais estão nivelados. Na análise estatística para 6 e 8 anos obteve-se p= 0,001 e p= 0,016, respectivamente. Desta forma, com diferenças significativas entre os gêneros. Contudo, para 7 anos obteve-se p= 1, ou seja, que os grupos foram iguais para a noção corporal.
Figura 3. Distribuição da noção do corpo segundo a idade e gênero
Ex= excelente, B= bom, S= satisfatório e F= fraco
    Em relação às crianças de 7 anos, a figura acima mostra uma igualdade nos percentuais nos aspectos satisfatório e Bom ambos os dois com 50% tanto para meninas quanto para meninos. Já os outros aspectos estão em porcentagem parecidas.
    Já com as crianças de 8 anos, os meninos superam as meninas. Os meninos obtêm Bom: 75%, enquanto as meninas no aspecto Fraco: 19%, com isso elevando o nível mais baixo. Já nos outros aspectos segue uma nivelação entre meninos e meninas.
    Resultados da Figura 4 o último no que diz respeito a Estrutura Espaço-Temporal, mostra uma igualdade no aspecto Bom: 67% ambos os sexos, e uma vantagem percentual a nível de Excelente: 33% para os meninos. Já nos outros aspectos as meninas só superam os meninos no Satisfatório: 33%, em relação a Fraco: 0% ambos os gêneros. Isso com a faixa etária de 6 anos.
Figura 4. Distribuição da estruturação espaço-temporal segundo idade e gênero
Ex= excelente, B= bom, S= satisfatório e F=fraco
    Os valores apresentados na Figura 4, da faixa etária de 7 anos mostrados no gráfico acima são: meninos Excelente: 33% superando as meninas. Já as meninas no aspecto Bom: 67% e Satisfatório: 33%, superam os meninos. Já em relação a o outro aspecto como mostra o gráfico a igualdade.
    Já os resultados encontrados nas crianças de 08 anos são: 58% Excelente para os meninos, e para as meninas um aumento em relação a eles nos aspectos Bom: 73% e Satisfatório: 18%, mais há um aumento brusco no ultimo aspecto o Fraco: 100%.
    Durante a Bateria Psicomotora, o gênero masculino obteve um grau de desenvolvimento melhor que o gênero feminino durante todas as atividades, com a realização da bateria de forma controlada e adequada, principalmente o gênero masculino de 08 anos. Vale ressaltar que estes, já praticavam a modalidade desde os 06 anos. Notou-se que os alunos de 06 e 07 anos tiveram maior dificuldade devido a estarem ingressando ao futsal neste ano, sendo que vários conseguiram já desenvolver com um bom controle as atividades, mostrando que o futsal trabalhado de forma contínua, contribuirá para o desenvolvimento desta.
    Contudo para as três idades 6, 7 e 8 anos, obteve-se p= 0,01, sendo, portanto, significativa a diferença entre os grupos. A diferença estatística é interpretada, neste estudo específico, como resultante da aquisição de habilidades neuro-psicomotoras pelo grupo que iniciou a prática da modalidade esportiva mais precocemente, 8 anos. Pois, as diferenças entre os grupos eram esperadas, sob o aspecto idade. No entanto, proporcionalmente à idade, as diferenças entre os grupos de 6 e 7 anos são bem menores quando comparados os grupos 7 e 8 anos.
    Nos testes percebeu-se que o gênero feminino não obteve um bom desempenho quanto o masculino devido não sofrer influência dos pais em relação à modalidade de futsal na infância, uma vez que sentiram prazer em realizar as determinadas atividades e gostariam de praticá-las mais vezes. Supõem-se com isso, que ainda nos dias de hoje existe, por parte de algumas famílias, o preconceito de que meninas na sua fase de aquisição de habilidades não podem praticar o futsal devido ser esporte “para meninos”.
    Já as próprias crianças disseram que seus pais não deixariam porque o futsal é esporte para homem e que elas ficariam com o corpo com traços masculinos, saindo assim dos padrões impostos pela sociedade.Verificou-se que a prática do futsal deveria contemplar tanto meninos quanto meninas no desporto, respeitando-se suas limitações e sua maturação, de forma harmoniosa e lúdica favorece o desenvolvimento psicomotor da criança.
Conclusão
    Na análise dos resultados desta pesquisa observou-se que na bateria de testes aplicados para as crianças participantes de ambos os gêneros, percebeu-se a superioridade dos meninos em relação às meninas nos aspectos avaliados durante a pesquisa.
    Neste estudo em específico, a partir da leitura dos gráficos, pode-se constatar, que apesar da superioridade dos resultados masculinos em relação aos femininos, houve o desenvolvimento em ambos os gêneros, no período de testes, observando-se assim que a prática do futsal nas aulas de educação física escolar ajuda na aquisição de habilidades motoras, consequentemente no desenvolvimento da psicomotricidade infantil.
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    Fonte: http://www.efdeportes.com/efd127/desenvolvimento-da-psicomotricidade-atraves-do-futsal.htm

    Postado por: Professora Marcia Valeria

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