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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

13 de Agosto - Dia dos Pais - Atividades

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 COMEMORAÇÃO DO DIA DOS PAIS
Atribui-se a origem dessa data à Babilônia, onde, há mais de 4 mil anos, um
jovem chamado Elmesu teria moldado em argila o primeiro cartão. Desejava sorte,
saúde e longa vida a seu pai.

Entretanto, a institucionalização dessa data é bem mais recente. Em 1909,
nos Estados Unidos, Sonora Luise resolveu criar um dia dedicado aos pais,
motivada pela admiração que sentia pelo seu pai, William Jackson Smart. O
interesse pela data difundiu-se da cidade de Spokane para todo o Estado de Washington
e daí tornou-se uma festa nacional. Em 1972, o presidente americano Richard
Nixon oficializou o “Dia do Pai” (Father’s Day).

Seguindo a tradição, nos Estados Unidos, ele
é comemorado no terceiro domingo de Junho. Em Portugal é comemorado a 19 de
Março, seguindo a tradição da Igreja católica, que neste dia celebra São José,
marido de Maria (a mãe de Jesus Cristo).

No Brasil, é comemorado no segundo domingo de agosto. No Brasil a
implementação da data é atribuída a Roberto Marinho, para incentivar as vendas
do comércio e, por conseguinte, o faturamento de seu jornal. A data escolhida
foi o dia de São Joaquim, sendo festejada pela primeira vez no dia 16 de agosto
de 1953.



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Fonte: http://ensinar-aprender.com.br/2012/07/16-atividades-sobre-o-dia-dos-pais.html




11 de agosto — Dia do Estudante e Dia do Advogado

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Desde 1927, aos onze dias do mês de agosto, é comemorado o Dia do Estudante no Brasil.

No dia 11 de agosto, é comemorado, no Brasil, o Dia do Estudante. Essa comemoração acontece desde o ano de 1927 e teve como ponto de partida algo que ocorreu cem anos antes, isto é, em 1827, na época do recém-instituído Império Brasileiro. Em 11 de agosto de 1827, o então imperador Dom Pedro I autorizou a criação das duas primeiras faculdades do Brasil, a Faculdade de Direito de Olinda, em Pernambuco, e a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco, em São Paulo. Por esse motivo, no dia 11 de agosto, também se comemora o Dia do Advogado no Brasil.
Dada a importância crucial que as faculdades de Direito tiveram no processo de consolidação do ensino superior e do execício da vida intelectual no Brasil, grande parte dos responsáveis por “pensar o Brasil”, interpretar nossa história e definir e compreender nossa formação teve a sua base intelectual como bacharéis em Direito.
Sendo assim, em 11 de agosto de 1927, cem anos após a criação das referidas faculdades, houve uma comemoração em homenagem a elas. O advogado Celso Gand Ley, que estava participando das comemorações, sugeriu aos demais participantes que, na mesma data, fosse instituído o Dia do Estudante, já que, mais do que símbolo do início dos cursos jurídicos no Brasil, as faculdades de Direito eram também ícones da história da educação brasileira.
A sugestão de Gand Ley foi acatada e, desde então, o Dia do Advogado e o Dia do Estudante são comemorados na mesma data. Houve ainda, dez anos depois, em 1937 – ano em que teve início a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas –, a criação da UNE – União Nacional dosEstudantes, fato que “fez coro” para reforçar o dia dedicado aos estudantes.
No âmbito internacional, o Dia do Estudante é comemorado em 17 de novembro e faz referência à resistência estudantil à ocupação nazista na antiga Tchecoslováquia, em 1939. Tal data foi escolhida pelo Conselho Internacional de Estudantes (que hoje é a atual União Internacional dos Estudantes), em 1941, na capital da Inglaterra, como forma de homenagear a referida resistência e, sobretudo, um dos jovens participantes, Jan Opletal, que acabou indo a óbito em 11 de novembro de 1939.

Por Me. Cláudio Fernandes
http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-estudante.htm

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Professor conservador diz que projeto da Escola sem Partido o fez repensar conduta em sala de aula

                                                                                                                                                                  Leonardo Prado
Uso de tablets nas escolas
"Ali, na sala de aula, a gente tem uma audiência cativa, e os alunos não têm a opção de não ouvir o professor", afirmou o professor de Psicologia Vitor Geraldi Haase, convidado para debate na Câmara
Em mais uma audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados com o objetivo de discutir o projeto de lei da Escola sem Partido (PL 7180/14 e apensados), o professor do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais Vitor Geraldi Haase relatou que a proposta o fez repensar sua conduta em sala de aula.
"Às vezes, eu tinha uma certa liberdade de fazer comentários políticos em função das minhas posições, que são conservadoras, e, quando surgiu essa iniciativa, eu comecei a ver e me dei conta que aquilo não era certo”, disse Haase.
“Que ali, na sala de aula, a gente tem uma audiência cativa e que os alunos não têm a opção de não me ouvir. Para mim, foi uma experiência muito importante como professor, e entender isso, de que eu posso me manifestar como cidadão no Facebook, por exemplo, mas que eu não tenho o direito de fazer isso na sala da aula", destacou.
Sufoco de ideologias
O professor Haase afirmou que, especialmente nas instituições de ensino superior, há um sufoco de ideologias e que pessoas com uma posição conservadora acabam sendo intimidadas. "Agora, vocês imaginem: se isso é assim na Universidade, como é que é nas escolas, nas quais as crianças têm muito menos capacidade de posicionamento crítico, no qual o professor é uma figura de autoridade?”, observou.

“Então, ficam sendo expostas para determinadas causas, que são de natureza ideológica, agendas políticas e, por vezes, agendas sexuais que muito frequentemente colidem com os valores da famílias", acrescentou.
Deveres dos professores
Também na audiência, o fundador do Movimento da Escola sem Partido, o advogado e procurador estadual Miguel Nagib, entregou sugestões aos parlamentares – uma versão atualizada do anteprojeto que serviu como base a uma das propostas em discussão na comissão (PL 867/15).

Nagib também explicou que a Escola Sem Partido prevê apenas que os estudantes sejam melhor informados sobre os deveres do professor, já previstos na Constituição Federal. O projeto prevê a obrigatoriedade de cartazes informativos nas escolas de educação básica sobre os deveres do professor.
"São deveres que já existem: o dever, por exemplo, de não fazer propaganda político-partidária em sala de aula. Então, a finalidade do projeto é informar ao estudante de que ele tem direito de que esses deveres sejam respeitados por parte de seus professores. Porque se o professor desrespeitar esses deveres, ele estará violando um direito do aluno", afirmou.
Sem opositores
O relator da comissão especial, deputado Flavinho (PSB-SP), mais uma vez reclamou da falta de participação dos parlamentares que se opõem à proposta, mas a deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP), que é contra o Escola sem Partido, questionou a necessidade da implantação do projeto.

"Na verdade, eu vejo muito uma reação a querer barra a discussão na sala de aula sobre temas que existem na sociedade que inevitavelmente os alunos irão questionar o professor”, avaliou a parlamentar. “O projeto vai criar uma camisa-de-força, sim, para o professor, que vai ficar com receio: Será que eu posso falar isso? Será que posso falar aquilo? Por que eu vou ser denunciada, porque vou ter que responder.”

"Então, o projeto limita muito a atuação do professor, a liberdade do professor, e eu sou contra. Se queremos mudanças pontuais na prática pedagógica, vamos construir isso com diálogo, e não impondo um projeto como esse, que cria uma camisa de força para o professor", propôs.

Prorrogação
A Comissão Especial da Escola sem Partido pediu prorrogação do prazo para discussão da proposta.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Reportagem – Leilane Gama
Edição – Newton Araújo

Fonte: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/538856-PROFESSOR-CONSERVADOR-DIZ-QUE-PROJETO-DA-ESCOLA-SEM-PARTIDO-O-FEZ-REPENSAR-CONDUTA-EM-SALA-DE-AULA.html?utm_campaign=boletim&utm_source=agencia&utm_medium=email

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

AS HETERO- E AUTO-CONTRADIÇÕES DA IDEOLOGIA DE GÊNERO


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A ideologia de gênero é uma estrovenga teórica hetero- e auto-contraditória. Trata-se de uma articulação teórica com a finalidade de justificar políticas de favorecimento de determinadas “minorias” sexuais. Existem ao menos duas espécies de ideologia de gênero: a feminista e a trans. Elas são contraditórias entre si e autocontraditórias.

A ideologia de gênero feminista se baseia na afirmação de Simone de Beauvoir de que ninguém nasce mulher. A pessoa torna-se mulher em função da experiência de vida. Essa afirmação se baseia em uma distinção entre sexo e gênero. Sexo seria uma categoria biológica, relacionada por exemplo com a funcionalidade reprodutiva do indivíduo. O gênero, por outro lado, é uma categoria social pertinente ao comportamento e ao papel social desempenhado.

De acordo com o feminismo de gênero o sexo é irrelevante, o que faz a identidade da  pessoa é o gênero, o qual consiste de uma construção social. O gênero é uma construção social, sendo circunscrito pela cultura e, portanto, relativo. Como o que importa é o gênero e como este é socialmente construído e descolado da realidade biológica, os papéis de gênero podem e devem ser transformados no sentido de uma busca da liberação das mulheres oprimidas pelo patriarcado.

Apesar de se pretender relativista, ou justamente por causa disso, o feminismo de gênero representa uma forma de determinismo cultural absoluto. Os papéis de gênero são absolutamente desprendidos de quaisquer constrangimentos biológicos. Trata-se do império do constrangimento social, uma vez que a experiência individual pouco conta na definição da identidade. Já que essa é uma construção social.

O feminismo de gênero é auto-contraditório. É relativista por um lado, mas justamente por causa disso acaba virando absolutista social. O feminismo de gênero almeja  realizar as fantasias de pessoas frustradas com seus papéis de gênero, mas ao mesmo tempo nega qualquer papel para a experiência individual na construção da identidade. Uma vez que se trata de uma construção social, a identidade de gênero é sobredeterminada pela cultura. No afã de satisfazer os caprichos do indivíduo, o feminismo de gênero acaba furtando o status de agente ao próprio indivíduo.

A vertente trans da ideologia de gênero é não apenas contraditória com o feminismo de gênero mas também consigo mesma. Se o feminismo de gênero representa uma forma de determinismo social absoluto, o transgenderismo situa-se no pólo oposto. Ou seja, trata-se de uma forma de determinismo biológico absoluto.

O transgenderismo trabalha com a hipótese de que a disforia de gênero, ou seja o desconforto que cerca de 0,6% dos indivíduos sentem em relação ao próprio sexo, resulta do fato de que o indivíduo teria um “cérebro de um sexo em um corpo de outro sexo”. A hipótese em si não é absurda. As evidências biológicas indicam que há um dimorfismo sexual na espécie humana, inclusive no cérebro humano. As evidências indicam, entretanto, que o processo de diferenciação sexual tanto do cérebro quanto do organismo como um todo é muito complexo, ocorrendo de forma epigenética e probabilística sob a influência de fatores genéticos,  hormonais e experienciais. Falar, p. ex., de um “cérebro feminino em um corpo masculino”ou vice-versa é uma simplificação grosseira. Daí a inferir que o corpo pode ou deve ser transformado para se adequar ao cérebro é uma insanidade.

As diferenças neuropsicológicas entre homens e mulheres são por demais conhecidas. Realmente, os cérebros de homens e de mulheres diferem sob diversos aspectos. O cérebro da mulher experimenta, p. ex., modificações anátomo-funcionais no hipotálamo relacionadas ao ciclo menstrual, à gestação, parto, amamentação etc. A oxitocina é o hormônio preponderante dos vínculos afetivos femininos, sendo no homem o seu papel reduzido e realçada a função da arginina-vasopressina.

Os homens e as mulheres diferem também do ponto de vista cognitivo e quanto a características de personalidade. As habilidades espaciais alocêntricas de homens costumam ser maiores. As mulheres têm mais habilidades verbais. A agressividade e competitividade feminina e masculina são diferenciadas. As mulheres são mais empáticas e mais motivadas para o carinho e o cuidado etc.

Mas essas diferenças neuropsicológicas entre homens e mulheres não deixam de se revestir de um caráter estereotipado. Correspondem mais a tipos ideais do que à realidade nuançada. P. ex., a média de QI de homens e mulheres é igual. As diferenças entre o QI verbal superior nas mulheres e o QI não-verbal superior nos homens são muito pequenas e somente adquirem significância estatística em amostras gigantescas. A variabilidade populacional dessas características é muito grande, sendo maior nos homens e menor das mulheres. Adicionalmente, a variabilidade intrasexual é maior do que a variabilidade intersexual. Ou seja, existe uma sobreposição entre as distribuições de características neuropsicológicas de homens e mulheres. Há homens mais “femininos” e mulheres mais “masculinas”.

Todos esses fatos indicam que, realmente, as diversidades sexuais e de gênero têm um caráter estereotipado. O que não significa que elas sejam desprovidas de significado na economia cognitiva e social. É prudente, entretanto, não fundamentar decisões pessoais e políticas públicas em estereótipos que constituem apenas representações grosseiras e aproximadas de uma realidade muito mais nuançada.

Tem um exemplo adicional que é matador. A testosterona é produzida em maior quantidade em homens e se associa a diversas características comportamentais masculinas, tais como agressividade e habilidades visoespaciais. Mas a testosterona também regula funções importantes na mulher, tais como o desejo e a iniciativa sexual.

Existem casos-limites que podem ser usados para ilustrar as nuances e indeterminismos subjacentes à diferenciação sexual do cérebro e do organismo. Estou com preguiça agora de fazer uma revisão bibliográfica. Cito apenas alguns casos, sob pena de cometer enganos brutais. O que importa é o sentido geral.

O biólogo holandês Dick Swaab descobriu um gene no hipotálamo de ratos que influencia o comportamento sexual. Polimorfismos desse gene se associam a variabilidade no comportamento sexual. Um dos genótipos se caracteriza por comportamento heterossexual ou homossexual masculino dependendo do nível de iluminação no ambiente. Esse resultado é sensacional porque ilustra tanto uma regulação genética quanto ambiental de um comportamento bastante complexo que é o coito.

O cortisol é um precursor metabólico da síntese de androsteróides. Existem duas situações clinicas associadas a aumento dos níveis de cortisol no feto: a síndrome de hiperplasia adrenal congênita e o tratamento da mãe com corticoesteróides durante a gestação. Nesses casos, as meninas apresentam um risco de apresentar comportamentos caracterizados como tomboyismo. Ou seja, demonstrar preferência por brincadeiras e papéis de gênero típicos do sexo masculino. Esses casos ilustram a discrepância que pode haver entre o sexo geneticamente definido e o comportamento fortemente influenciado pelos hormônios.

A importância dos hormônios sexuais na diferenciação do comportamento de gênero é ilustrada também pela síndrome do testículo feminilizante ou insensibilidade congênita aos andrógeno. Nessa doença genética, a pessoa é cromossomicamente masculina, os testículos produzem testosterona, mas um defeito nos receptores hormonais faz com que a testosterona não atue da forma devida nos tecidos e não ocorra a diferenciação sexual masculina. O resultado é uma pessoa que é geneticamente do sexo masculino mas cujo cérebro e comportamento foram hormonalmente fortemente diferenciados para o sexo feminino. Fenotipicamente, a pessoa é uma mulher que pode ter corpo e desejo de mulher. Só que é uma mulher com  cariótipo 46XY. Quer dizer, o cromossoma Y não está com essa bola toda. Seus efeitos dependem de uma série de influências ambientais, inclusive hormônios fetais. Muitos desses casos apresentam intersexo, ou seja, genitália ambígua. Nesses casos a recomendação médica é pela feminilização.

O gene dimórfico do Swaab, os efeitos dos corticosteróides no feto feminino e a síndrome do testículo feminilizante indicam que  a hipótese do “cérebro feminino em corpo masculino” ou vice-versa para explicar a disforia de gênero não é um absurdo em si, apenas uma esterotipação de uma realidade muito complexa. As evidências sugerem que o cérebro de um homem geneticamente definido pode desenvolver  diversas características dimórficas femininas. Mas isso não é um fenômeno tudo ou nada. Daí não se pode depreender que ele tenha um “cérebro feminino”.

O conhecimento da variabilidade psicobiológica inter- e, principalmente, intrasexual indica que essa noção de cérebro feminino ou masculino representa tipos ideais. Esses tipos ideais são como a média e o desvio-padrão estatísticos. São abstrações que não existem na realidade idiográfica. A variabilidade psicobiológica intrasexual é tão grande que fica muito difícil afirmar que uma pessoa tenha um cérebro de um sexo ou de outro. Se é que isso existe. De mais a mais, biologia não é destino. Ou seja,  a experiência de vida também conta, e muito. A partir do fato de que uma pessoa tem mais ou menos características cerebrais ou comportamentais do sexo oposto não se pode concluir que ela possa ou precise mudar de sexo.

O feminismo e o transgenderismo são, portanto, contraditórios entre si e auto-contraditórias. O feminismo de gênero é absolutista social e o transgenderismo absolutista genético. Ambos são auto-contraditórios porque, a pretexto de compensar uma frustração ou satisfazer um desejo subjetivo, retiram da pessoa toda e qualquer possibilidade de individuação subjetiva. Ou seja, de agência. No caso do feminismo o indivíduo se transforma em uma vítima da cultura e no caso do transgenderismo em uma vítima da biologia.

 Ambos, feminismo de gênero e transgenderismo, contrastam com a concepção científica da diferenciação sexual nos seus diversos níveis: genético e ambiental. A concepção científica contemporânea é de que o desenvolvimento humano ocorre de forma epigenética. Ou seja, depende de interações muito complexas entre múltiplas influências genéticas e experienciais. Os hormônios fetais constituem um fator ambiental que desempenha um papel importante no caso. O feminismo de gênero nega o papel da biologia e o transgenderismo nega o papel do ambiente. A biologia, ao contrário, preocupa-se em compreender como essas diversas formas de influência resultam no dimorfismos anatômico, funcional e comportamental entre os sexos.

Tudo isso não significa que não existam pessoas com disforia de gênero e que elas não mereçam respeito e cuidado. Uma analogia pode ser feita entre a disforia de gênero e o transtorno de identidade/integridade do corpo (Giummarra et al., 2011). Nesses casos, uma pessoa pode p. ex., solicitar atendimento médico porque deseja que o cirurgião lhe ampute um membro. A pessoa tem a sensação de que o membro não lhe pertença e deseja amputá-lo. Esses casos, felizmente, são raros mas existem. O que os médicos devem fazer? Amputar o membro que gera a disforia?

A base biológica do transtorno de identidade/integridade do corpo não é bem conhecida. Mas deve existir. Uma hipótese é que haja algum tipo de disfunção nas redes neurais que sustentam as diversas representações corporais, principalmente em circuitos parietofrontais e na ínsula do hemisfério direito. Mas o fato de que uma disforia em relação a um membro possa ter uma base neurobiológica justifica que o cirurgião realize uma amputação?

Da mesma forma, a base neurobiológica da disforia de gênero não é bem conhecida. Mas deve existir, apesar de que há razões para crer que essa idéia de um cérebro de um sexo no corpo do sexo oposto representar apenas uma estereotipação de uma realidade bem mais complexa. Mas o fato de a disforia de gênero eventualmente ter uma base biológica é razão suficiente para indicar cirurgias e/ou tratamentos hormonais para mudança de sexo?

E caso essas cirurgias e tratamentos hormonais eventualmente se justifiquem, quais serão os seus efeitos? Elas realmente atingirão seus objetivos de propiciar um corpo congruente com a identidade sexual?  Quais são as conseqüências desses tratamentos para o bem-estar da pessoa? E se a pessoa arrepender-se da mudança de sexo? Quem deve financiar esses tratamentos? Qual é a prevalência real da disforia de gênero que justifica a atenção que vem recebendo da opinião pública? Por que as crianças precisam aprender sobre isso na escola? É eticamente aceitável realizar cirurgias de mudança de sexo em crianças e jovens confusos quanto à própria identidade sexual?

Essas todas são questões que permanecem sem resposta. O debate está emocionalmente tão carregado que desperta suspeição quanto aos dados apresentados e aos interesses subjacentes dos partidários e adversários da ideologia de gênero. Uma visão equilibrada sobre o assunto  foi apresentada por Mayer e McHugh (2016 -  o artigo está disponível gratuitamentena internet), dois pesquisadores da Universidade de Johns Hopkins, os quais fizeram uma extensa revisão de centenas de trabalhos científicos. A partir dessa ampla da revisão da literatura é possível concluir que se sabe muito pouco sobre o assunto. E o pouco que se sabe não justifica as intervenções radicais, médicas e sociais, que estão sendo propostas por alguns grupos de lobby.

Voltamos então novamente à questão: Quais são os interesses subjacentes à atenção que o assunto tem recebido na mídia e à insistência com que a ideologia de gênero procura se impor à opinião pública que, majoritariamente, a rejeita?

Eu só consigo encontrar uma resposta a essa questão no pensamento de Nietzsche. O que está por trás do escarcéu todo que está sendo feito com essa história, tratando-a como se fosse o problema mais premente da Humanidade, é a frustração e o ressentimento. Frustração porque a realidade não corresponde aos desejos da pessoa. Ressentimento porque outras pessoas não experimentam esses mesmos sentimentos de frustração e cuidam da própria vida.

Para falar  psicanaliticamente, o problema parece consistir de um narcisismo exacerbado, uma recusa a aceitar o princípio da realidade, uma tentativa de transformar a realidade de modo a adequá-la ao próprio desejo. Mas, se o desejo é do campo do subjetivo, o que justifica que o mundo precise se adequar a ele? O que as outras pessoas tem a ver com a história? Por que as pessoas que não concordam com a ideologia de gênero devem ser criminalizadas como “machistas” ou “transfóbicas”? E, principalmente, está certo o que estão tentando fazer com as nossas crianças nas escolas que adotam a ideologia de gênero como diretriz curricular?



Assista ao vídeo: https://www.facebook.com/biakicisoficial/videos/839936206172943/

Referências

Giummarra, M. L., Bradshaw, J. L., Nicholls, M. E. R.,. Hilti, L. M. & Brugger, P. (2011). Body integrity identity disorder: deranged body processing, right fronto-parietal dysfunction, and phenomenological experience of body incongruity. Neuropsychological Review, 21, 320-333.

Mayer, L. S. & McHugh, P. R. (2016). Sexuality and gender. Findings from the biological, psychological, and social sciences. Atlantis, 50, 4-143.

Minha foto   Vitor Geraldi Haase



Fonte:https://www.blogger.com/profile/03346356820919621699

Entenda o Projeto ESCOLA SEM PARTIDO!

“Escandaloso”, diz líder do Escola Sem Partido sobre apoio a Bolsonaro em colégio

Miguel Nagib afirma que o caso mostra partidarização de uma escola pública e fere o princípio da impessoalidade da Constituição
  • Gabriel de Arruda Castro
  •  |

     O fundador do movimento Escola Sem Partido, Miguel Nagib, classificou como “escandaloso” o vídeo em que alunos de uma escola pública de Manaus saúdam o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) como “salvador da nação“.

    As imagens foram divulgadas na semana passada pelo perfil do próprio Bolsonaro no Facebook. O vídeo foi gravado com o objetivo de convidar o deputado para a formatura da classe.  

    Embora seja um colégio público regular, o colégio Waldocke Fricke de Lyra está sob administração da Polícia Militar do Amazonas. Por isso, os alunos usam uniformes e têm disciplina militar. 
    No vídeo, que aparenta ser a compilação de duas gravações diferentes, os estudantes estão enfileirados e repetem as palavras ditas por representante da turma, acompanhado de um adulto com uniforme da Polícia Militar “Convidamos Bolsonaro, salvador dessa nação / Nos quatro cantos ouvirão completa nossa canção ”, dizem, em um trecho das imagens.  No vídeo que divulgou, Bolsonaro afirma que o convite é “irrecusável”
    Para Nagib, o caso demonstra o uso partidário da escola. “Achei o episódio escandaloso. É um caso de partidarização de uma escola pública. Aqueles alunos não estão sozinhos, estão na frente de um monitor, um tutor”, disse ele nesta quarta à Gazeta do Povo
    Nagib diz que o caso configura uma ilegalidade mesmo na ausência da lei da Escola Sem Partido no Amazonas. “Não pode haver esse tipo de manifestação dentro da escola. Fere o princípio constitucional da impessoalidade”, afirma.
    Depois de criticar o episódio na página do movimento no Facebook, Miguel Nagib tem sido alvo de apoiadores do deputado Bolsonaro. “Virou torcida de futebol: você nunca reclama quando o juiz marca pênalti roubado para o seu time”, afirma ele.
    Para o coordenador do Escola Sem Partido, o episódio, em vez de lhe dar novos aliados à esquerda, servirá apenas para lhe retirar aliados à direita. “O que essas pessoas querem é usar o sistema educacional em benefício próprio. Elas só não querem que seus adversários políticos usem. Não estou me referindo à família Bolsonaro, mas aos seus apoiadores”, afirma.
    http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/escandaloso-diz-lider-do-escola-sem-partido-sobre-apoio-a-bolsonaro-em-colegio-0v0kl3wibw6x08z9wrx6t5lah

    sábado, 29 de julho de 2017

    Pais interferem em escolas que abordam questão de gênero nos livros e vetam conteúdo


    Educadores criticam interferência nas decisões dos colégios sobre os temas.


    Gizeli Nicoski com os filhos Nicholas e Nicole: articulação com outras mães da escola para adequar os temas discutidos à faixa etária das crianças - Jorge William / Agência O Globo


    BRASÍLIA- Tema de ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e de projetos no Congresso Nacional, a chamada “ideologia de gênero” vem sendo apontada nas escolas por pais incomodados com o material didático trabalhado em sala de aula. As reclamações se multiplicam pelo país e resultam muitas vezes na substituição de livros, dividindo a comunidade escolar. No centro do debate, a linha tênue entre o direito da família de acompanhar de perto a educação dos filhos e a ingerência preconceituosa no processo coletivo de aprendizagem.


    Um caso recente no Colégio Ipê, escola da rede privada que atende alunos da educação infantil até o 9º ano em Brasília, expõe a complexidade da situação. Após queixas em relação ao livro “Lá vem história: contos do folclore mundial”, uma turma do 2º ano do ensino fundamental ficou dividida. Pouco mais da metade dos pais (18 em relação às 32 crianças da classe) trocou a obra que havia sido indicada pela escola como material de apoio às aulas de literatura para o segundo semestre deste ano. Alguns contos do capítulo “Para sentir uma pontinha de medo” foram considerados pesados demais para os alunos, mas a história que de fato causou discórdia se chama “Maria Gomes e os cavalinhos mágicos”.

    No conto, a protagonista é abandonada pelo pai viúvo sem condições financeiras de sustentar a filha. Disfarçada de homem por ordem de uma voz que passou a ajudá-la, Maria Gomes consegue emprego no jardim de um palácio. Até que “mesmo pensando que Maria fosse um jovem, o filho do rei se apaixonou por ela. Preocupado, o príncipe dizia à mãe: Minha mãe do coração, os olhos de Gomes matam. São de mulher, sim. Não são de homem, não”. Por fim, ele descobre que Maria é mulher, declara seu amor e vivem felizes para sempre.
    Para Gizeli Nicoski, de 38 anos, que articulou com outras mães a reclamação formal à escola, o conteúdo é inadequado para crianças como sua filha Nicole, de 7 anos. Ela afirma que não se trata de intolerância ou censura a determinados conteúdos, mas de adequá-los à faixa etária dos alunos. E diz não se incomodar com a “imagem de chata” que acredita ter diante de funcionários e outros pais do Colégio Ipê:
    —Não é que sejamos contrários a temas sobre sexualidade, mas tudo no seu tempo. Uma história que fala de criança abandonada, depois homem com homem, não pode ser algo adequado para alunos do 2º ano — defende Gizeli, que também é mãe de Natalie e Nicholas, de três e quatro anos, respectivamente.
    Diante da resistência de pais que não quiseram abrir mão do livro, escrito por Heloisa Prieto e há 10 anos no mercado, restou à escola deixar a critério de cada um fazer a substituição, após negociar a troca de títulos com a editora. Gilberto Fernandes Costa, um dos diretores do Colégio Ipê, diz que a saída foi possível por se tratar de um material de suporte às aulas de literatura, o que permite que os professores trabalhem livros diferentes dentro de uma mesma classe. Sobre a ingerência dos pais, Costa prefere não polemizar:
    — Se é possível trocar sem prejuízos pedagógicos, a gente troca. As famílias têm todo o direito de questionar e cabe à escola mostrar aos pais as razões da abordagem dos assuntos.

    RETIRADA DE LIVRO DA GRADE ESCOLAR
    Na rede privada a pressão dos pais conta muito e a escola acaba cedendo aos apelos, com medo também da repercussão negativa nas redes sociais. No Colégio Marista de Brasília, de ensino infantil e fundamental, vinculado à Igreja Católica, o livro “A família de Sara” foi vetado no segundo semestre de 2015, após críticas de um pai.
    A história conta as agruras de Sara, filha adotiva de uma mãe que não era casada, por não ter quem levar às festividades da escola no Dia dos Pais. Em determinado trecho, a mãe tenta consolar a menina: “É possível ter duas mães ou dois pais, ou ter mãe e padrasto e pai e madrasta, e gostar igualmente de todos. O importante, Sara, não é como sua família é, mas como ela te trata”.

    Flaviane Leite, mãe de Rafael, aluno do Colégio Marista, critica a intervenção indevida dos pais - Arquivo Pessoal


    Para Flaviane Leite, mãe de Rafael, à época aluno do terceiro ano do ensino fundamental do Marista, a retirada do livro foi uma interferência indevida dos pais na escola.
    — Eu li o livro com meu filho. No fim, de maneira bem leve, ele citava que era possível ter outras formas de família. Nada demais. A própria autora do livro contou a história dela: a família era ela e a filha adotada, que era negra — afirma Flaviane.
    Autora do livro, que escreveu 61 títulos para a coleção Sara e sua Turma, com adaptações em andamento para a TV Escola, Gisele Gama, de 50 anos, confirma que se inspirou nas dificuldades da própria filha. Ela acredita que a perseguição infundada por conta da obra, que já vendeu mais de um milhão de exemplares, vem do preconceito:
    — Esse pai colocava na internet meu livro com um carimbo “ideologia de gênero”. É tremendamente lamentável, mas mostra o preconceito que existe. O pior é a escola retirar o livro. Nenhuma criança pode ser menos por causa da família que tem. E o livro só conta a história real da minha família.
    Sem explicar os motivos de ter deixado de usar a obra, o Colégio Marista de Brasília afirmou, em nota, que o material de apoio é atualizado todos os anos. “Para 2016, essa obra não está na lista de livros paradidáticos, o que não significa que escola, família, educadores e estudantes não dialogarão sobre o tema”. E acrescentou que o Papa defendeu recentemente que a Igreja discuta abertamente “mudanças vividas pela família contemporânea, como é o caso dos novos arranjos familiares”.
    Miguel Nagib, porta-voz do Escola sem Partido, movimento contrário à doutrinação política e ideológica na educação com forte cunho religioso, que pressiona pela aprovação de projetos de lei com regras e sanções a educadores, diz que a preocupação está nos conteúdos passados de forma dogmática.
    — Não pode haver na sala de aula uma revelação divina, uma verdade dogmática. Se os pais dizem para o filho o que é o certo, a escola não pode dizer o contrário. Os pais são os responsáveis.
    Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), Fernando Penna afirma que esse fenômeno é influenciado por um contexto político, mas também pelo poder das redes sociais. Para explicar o movimento visto hoje nas escolas, o educador retorna a 2011, quando o governo Dilma Rousseff se preparava para distribuir um material de combate à homofobia que acabou vetado após a má repercussão.
    Penna afirma que o material foi apelidado de “kit gay” por parlamentares ditos conservadores, que criaram essa bandeira para se promover. O episódio foi, segundo o especialista, um marco importante na origem do que hoje é chamado de combate à dita ideologia de gênero:
    — A ideologia de gênero é um termo cunhado para desqualificar o debate sobre as desigualdades, sobre os papeis sociais, e pregar que o objetivo real é a erotização infantil, a transformação de jovens em gays e lésbicas ou o combate à família tradicional — explica. — Aliado a isso, há circulação de notícias falsas em redes sociais que causam um pânico moral muito grande. E as famílias, numa atitude compreensível, ficam apavoradas.

    COLÉGIO CONTRARIA CRÍTICAS E MANTÉM TEMA
    Ao contrário do que aconteceu nas escolas Ipê e Marista, o Colégio Positivo de Curitiba não sucumbiu ao protesto de alguns pais em relação ao conteúdo abordado nos livros de Sociologia do 2º ano do ensino médio. No material didático, os autores afirmam, por exemplo, que “não existe um modelo pré-definido de comportamento ideal de mulheres e homens” e destacam que esses valores foram socialmente construídos.
    A divulgação do conteúdo do livro por um blog local e pela página “Escola Sem Partido PR” no Facebook também gerou críticas nas redes sociais. Mas, mesmo com a reação negativa de algumas pessoas, a editora Positivo manterá o tema no livros. Segundo Joseph Razouk Júnior, diretor editorial da empresa, a abordagem atende às diretrizes nacionais de educação e promove a cidadania. Atualmente, dois milhões de jovens em escolas públicas e particulares, no Brasil e no Japão, usam os livros da rede.
    — A discussão sobre gênero, seja nas escolas, seja na sociedade como um todo, não pode ser lida como uma ideologia, e sim como um campo de pesquisa científico e acadêmico de reconhecimento internacional — afirma Júnior. — A cidadania é entendida como base do Estado de Direito e orientada pelos princípios jurídicos da liberdade, da igualdade e do respeito às diferenças.
    Professor de História e Filosofia do Positivo de Curitiba, Daniel Medeiros, critica o conservadorismo:
    — A visão de alguns pais conservadores é ditada pelo discurso da religião, que limita o diálogo. O que está acontecendo é uma falsa questão. Aparecem pessoas que não têm formação e querem intervir no trabalho de escolas sérias.
    stest 

    sexta-feira, 21 de julho de 2017

    Escola Sem Partido e Lei Harfouche ganharam reforço de peso: "As crianças têm que aprender conteúdos", defende Pedagoga mundialmente famosa

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    Professora Marcia Valeria: Famílias que têm filhos em escolas doutrinadoras com "professores" esquerdopatas, ACORDEM. Esses "professores" nem conhecem o ECA, vão entender do Projeto Escola Sem Partido? Só fazem barulho e falta de educação, e ainda estão destruindo novas gerações. O tempo passa e vocês como RESPONSÁVEIS, acreditam que seus filhos estão tendo acesso a boa qualidade de ensino. ENGANAM-SE!

    Leia esta reportagem, e pese na balança quem tem mais conhecimento PEDAGÓGICO E DE VIDA? 
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    Em uma entrevista concedida ao Jornal espanhol El País publicada na última quinta feira, a Pedagoga Inger Enkvist, autora de livros como "Repensar a Educação" e mais de 250 artigos científicos durante 30 anos de pesquisa, deu opiniões que reforçam o projeto Escola Sem Partido e a Lei Harfouche.


    A opinião da mulher que é considerada uma das maiores autoridades mundiais em educação escolar é como um golpe fatal nos críticos do Escola Sem Partido e da Lei Harfouche:

    "A nova pedagogia promove a antiescola. As escolas foram criadas com o objetivo de que os alunos aprendessem o que a sociedade havia decidido que era útil. Qual é o propósito da escola se o estudante decide o que quer fazer?", questionou Enkvist ao explicar que a tendência das novas metodologias, onde os alunos decidem mais como desejam aprender, pode ser prejudicial para o aprendizado escolar.


    "Essas correntes querem enfatizar ao máximo a liberdade do aluno, quando o que ele necessita é de um ensino sistemático e bem estruturado, sobretudo se levamos em conta os problemas de distração das crianças. Se não se aprende a ser organizado e a aceitar a autoridade do professor no ensino fundamental, é difícil que se consiga isso mais tarde."

    No Brasil, os autores do projeto Escola Sem Partido defendem que os alunos precisam aprender antes de tudo conhecimentos objetivos. Ou seja, as disciplinas de português, matemática, biologia, química, física, história, etc., para que só então através dessa bagagem de conteúdos possam formular e lidar com outros assuntos, mais subjetivos e abstratos. É justamente o que Enkvist quer dizer sobre a necessidade de um "ensino sistemático e bem estruturado":

    "...o professor organiza o trabalho da classe. Se os alunos planejam seu próprio trabalho, é muito complicado que obtenham bons resultados, e isso desmotiva o professor", disse ela, ao defender que o aprendizado dos alunos precisa estar baseado na competência do(a) professor(a), como autoridade na sala de aula, e não como os alunos desejam aprender, o que significaria uma flexibilização excessiva e infrutífera do ensino.

    "Essas metodologias estão distanciando das salas de aula os professores mais competentes. Já não se considera benéfico que o adulto transmita seus conhecimentos aos alunos e se fomenta que os jovens se interessem pelas matérias seguindo seu próprio ritmo. Em um ambiente assim não é possível ensinar porque não existe a confiança necessária na figura do professor. Viver no imediato sem exigências é bem o contrário da boa educação."

    Enkvist defende que é preciso exigir disciplina dos alunos, algo que não é possível se não houver, na sala de aula, a transmissão de conhecimentos, o que significa uma metodologia prática que favoreça esse clima de aprendizagem.




    Observe: ela não está se referindo à opinião política, religiosa ou moral do professor, mas sim ao conteúdo das disciplinas que estão sendo deixadas de lado, exatamente porque muitos professores estão mais empenhados em fazer da sala de aula um ambiente de confronto e exposição de opiniões diversas (algo puramente subjetivo e relativo) do que de transmissão das disciplinas. Por isso ela crava:

    "As crianças têm que aprender conteúdos, e não o chamado aprender a aprender. Não basta dizer aos alunos que devem tomar decisões. Não vão saber como fazer isso". Isso porque, para ela, quem "já tem uma base de conhecimentos, que conta com mais recursos internos", está mais preparado para lidar com os desafios da vida como um todo, e isso "é a educação que lhe proporciona". 

    Ela dá como exemplo um músico de jazz, que ao improvisar, faz isso após aprender "500 melodias" para só então conseguir formular suas próprias frases musicais. Ou seja, diz ela: "A teoria é necessária para que surja a criatividade".



    A opinião de Inger Enkvist reforça a intenção do projeto Escola Sem Partido


    Mais uma vez a opinião da autora reforça a defesa do projeto Escola Sem Partido, ao dizer que os professores não podem usar a sala de aula para transmitir outros conteúdos que não sejam o das disciplinas, visto que os alunos são como músicos que estão apenas aprendendo e, portanto, para que possam lidar com questões subjetivas e mais complexas, precisam primeiro memorizar as "500 melodias" (matemática, português, biologia, etc.)

    Os defensores do Escola Sem Partido afirmam que no Brasil há uma espécie de "doutrinação" nas escolas, onde os alunos invés de estarem aprendendo as matérias escolares de modo imparcial, estão sendo submetidos pelos professores ao aprendizado de ideologias políticas e morais, utilizando suas disciplinas para influenciar a visão de mundo desses alunos de acordo com a opinião dos próprios professores, sem respeitar a individualidade de cada aluno e a educação dada por seus pais.

    Enkvist também acredita em algo que outro Projeto de Lei polêmico conhecido como "Lei Harfouche" também defende, que é a disciplina. Para ela, à aquisição de conhecimento é um ato de disciplina que também pode ser ensinado no ambiente escolar

    "Quanto mais autodisciplina, mais possibilidades você tem pela frente e menos desesperado se sentirá diante de uma situação limite."
    A Lei Harfouche, que leva o nome do Procurador Sérgio Harfouche, é um projeto que estabelece mecanismos de intermediação entre a escola, os pais e a sociedade, junto aos alunos, de forma que através de regras disciplinares o problema que hoje é uma crise nacional nas escolas, que é a indisciplina e evasão escolar, possa ser melhor combatido.

    Na prática, segundo a Lei Harfouche, o aluno que agride um colega, por exemplo, quebra uma cadeira da escola, ameaça um professor ou é pego usando drogas, armas, etc., invés de ser expulso do ambiente escolar ou mesmo ir parar numa delegacia para menores, pode ser punido (corrigido) com ações disciplinares, consentida pelos pais e a escola (consequentemente pela comunidade), que visam compensar os danos causados e ao mesmo tempo ensiná-lo à respeitar regras.

    A Lei Harfouche pretende evitar consequências mais graves para a vida dos alunos fora do ambiente escolar


    A intenção do projeto, portanto, é que ao dar a oportunidade do aluno indisciplinado poder se redimir do seu erro, através de um castigo imposto pela própria escola, ele possa permanecer no mesmo ambiente escolar, próximo dos professores, colegas e familiares, tendo a chance de aprender a importância do aprendizado escolar, tornando-se, assim, alguém mais disciplinado. 

    O castigo dessa forma, assim como no ambiente familiar onde os pais punem seus filhos quando cometem erros, é um instrumento que visa ensinar - na prática - as consequências do erro para o aluno, evitando que ele sofra consequências piores fora da escola, caso não aprenda o valor da disciplina, do respeito ao próximo e dos estudos.

    Para Enkvist "viver no imediato sem exigências é bem o contrário da boa educação". O termo "educação" se refere ao ambiente escolar. Isto significa que exigir do aluno o cumprimento de regras, não apenas no estudo das disciplinas, mas na adequação ao ambiente escolar, pode requerer aplicação de castigos que visam recuperar esse aluno. Dai o motivo pelo qual a importância da Lei Harfouche é reforçada por essa autora.

    Finalmente, fizemos aqui uma interpretação da entrevista de Inger Enkvist para o El País aplicada ao contexto brasileiro, onde indisciplina não é sinônimo apenas de alunos "birrentos", desobedientes ou preguiçosos, dificuldades essas que podem ser tratadas com muita paciência, diálogo e ações didáticas teóricas, mas sim de jovens que não respeitam autoridades, agridem física e moralmente professores e colegas, trazem para dentro da escola a "boca de fumo" e possuem sérios problemas familiares. Nesse contexto a disciplina precisa, sim, ser mais radical, objetiva e prática.

    Assim, concluímos que tanto o Escola Sem Partido como a Lei Harfouche ganharam na opinião de Inger Enkvist mais um reforço de peso, que deve ser ouvido por nossas autoridades, mas principalmente pela sociedade, os pais, interessados em combater a doutrinação ideológica e a indisciplina nas escolas do Brasil.


    Fonte: http://www.opiniaocritica.com.br/2017/07/educadora-inger-enkvist-escola-sem-partido-e-lei-harfouche.html?m=1#.WW1LMl2rjdc.facebook

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    Responsabilidade, Honestidade e Pontualidade faz parte de nossas vidas e temos que estar atentos para não pecarmos nessas áreas. Isso faz parte do ser adulto. Mas nada nos impede de sermos crianças em alguns momentos, principalmente na humildade e sinceridade. Só que a sinceridade as vezes ofende, pois as pessoas não estão preparadas para ouvirem a verdade, mesmo que venha da boca de uma criança.

    Professora Marcia Valeria-2010.

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