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quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Escola de Porto Alegre cancela apresentações de peça de teatro que usa linguagem neutra

Criança, principalmente em fase de alfaberização, não tem maturidade para questionar comportamentos e atitudes sobre assuntos complexos. Seu sistema nervoso central não está formado e qualquer informação que não vá de encontro com seu modo de vida, pode gerar conflitos capazes de levá-la a comportamentos desequilibrados, provocando transtornos emocionais gravíssimos.

A meu ver, a Ideologia de Gênero na escola é violência moral e psicológica, estupro cognitivo. (Professora Marcia Valeria)


Peça 'Puli-Pulá', do Grupo Cerco, chegou a ser apresentada no turno da manhã, mas foi cancelada. Colégio Farroupilha afirma que considera linguagem usada 'inadequada' para a faixa etária.

Por Janaína Lopes e Gustavo Chagas, g1 RS

 


                               
Espetáculo 'Puli-Pulá', encenado desde 2015 pelo Grupo Cerco, teve apresentações canceladas no Colégio Farroupilha — 
Foto: PMPA

Três apresentações da peça "Puli-Pulá", que seriam encenadas no Colégio Farroupilha, em Porto Alegre, foram canceladas pela direção da escola após a constatação do uso de linguagem neutra, que não distingue os gêneros masculino ou feminino, no texto. O Grupo Cerco, autor do projeto, fala em censura. A escola justifica que considera "inadequado" o uso de termos não reconhecidos pela norma padrão.

Uma apresentação chegou a ser realizada, na manhã do dia 29. Outras três que haviam sido marcadas foram canceladas, por decisão do colégio. As encenações marcariam o retorno do Grupo aos palcos após a pandemia.

Procurada pelo g1, a escola se manifestou em nota. No texto, explica que a instituição é um "espaço primordial de aquisição e exercício" da língua portuguesa, respeitando as variantes do idioma.

"Durante a primeira e única exibição, identificamos a utilização de termos não reconhecidos pela norma-padrão da nossa língua, o que consideramos inadequado, observando-se, ainda mais, a faixa etária de crianças em fase de alfabetização ou ainda não alfabetizadas. Em razão disso, as demais apresentações foram canceladas", informa o texto. Leia a nota completa abaixo.

Segundo as integrantes do Cerco Elisa Heidrich e Martina Frölich, a peça infantil é apresentada desde 2015, já foi premiada e inclusive foi realizada no Colégio Farroupilha em 2018.

"A gente fala sobre a brincadeira de pular corda, enquanto brincadeira popular, atividades social, atividade física. Dentro dessa temática, a gente aborda temas como a ocupação de espaços públicos, aceitação das diversidades, das diferenças, a inclusão, ajuda coletiva pra superar desafios, então ele é um espetáculo embasado em muito estudo", explica Elisa.

Na visão do grupo, as brincadeiras tradicionais como a corda são muito marcadas como brincadeira de menina. "Então a gente questiona isso, e afirma não ter uma brincadeira de menina, especificamente de menino, e a quantidade de preconceito que gira em torno disso".

"Nesse guarda-chuva que nos fez optar por uma linguagem inclusiva, onde afirma que a brincadeira é para todes. De todas as idades, de todos os gêneros", afirma a artista.

Martina acredita que a linguagem neutra não é imposta através da peça. "É a forma como a gente escolheu expressar, de forma inclusiva do público. Não é a toa que surge a linguagem neutra, ela é uma demanda da própria sociedade que se tenha uma linguagem mais inclusiva. Por exemplo todos os plurais da língua portuguesa são do gênero masculino. Então não há conteúdo imoral no que a gente fez, é uma questão cultural", reflete.


Nota do Colégio Farroupilha

No Colégio Farroupilha, atuamos há mais de 135 anos em prol de uma educação de qualidade.

Informamos, portanto, que nosso Projeto Pedagógico prima pelo desenvolvimento de conteúdos e habilidades vinculados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), respeitando as variantes do idioma, mas reconhecendo, sobretudo, a escola como espaço primordial de aquisição e exercício da norma-padrão da língua portuguesa.

Em relação ao espetáculo Puli-Pulá, esclarecemos que o Grupo Cerco foi contratado para realizar quatro apresentações. Contudo, durante a primeira e única exibição, identificamos a utilização de termos não reconhecidos pela norma-padrão da nossa língua, o que consideramos inadequado, observando-se, ainda mais, a faixa etária de crianças em fase de alfabetização ou ainda não alfabetizadas. Em razão disso, as demais apresentações foram canceladas.

Por fim, reiteramos que educamos para formar cidadãos competentes, éticos e globais e que, ademais, acreditamos na parceria entre famílias e escola no desempenho desse compromisso.

Fonte: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2021/11/09/escola-de-porto-alegre-cancela-apresentacoes-de-

peca-de-teatro-que-usa-linguagem-neutra.ghtml


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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Associação LGBT quer obrigar professores a abandonar uso de “menino” e “menina”


A Stonewall diz que escolas devem usar pronomes neutros e permitir o uso de banheiros de acordo com a escolha de cada aluno.


A Stonewall, uma organização LGBT sediada na Inglaterra, recomendou as escolas inglesas para não usar mais palavras e pronomes que indiquem o gênero das pessoas.

O grupo diz que “é desnecessário dizer meninos e meninas ao se referir a alunos de todos os gêneros, você poderia, em vez disso, dizer ‘learners’ [alunos, de forma neutra]”.

Além disso, a entidade pediu para as escolas evitarem dividir os alunos por gênero, seja na sala de aula ou por uniforme, atividades esportivas ou outros aspectos da vida escolar e sugeriu dividi-los pela cor favorita, mês de nascimento ou outra coisa.

Ideologia de gênero

Por trás dessa demanda está a ideologia de gênero, para os adeptos da agenda LGBT a linguagem que distingue o masculino e o feminino é ofensiva àqueles que não se identificam com o gênero de nascimento.

A Stonewall também recomendou que as instituições de ensino permitam que meninos usem banheiros femininos e vice-versa de acordo com o gênero que se identificam.

Segundo o The Telegraph um porta-voz da organização comentou que o grupo está muito orgulhoso do seu trabalho em apoiar as escolas tornarem os seus ambientes mais inclusivos.

Fonte: https://www.gospelprime.com.br/associacao-lgbt-quer-obrigar-professores-a-abandonar-uso-de-menino-e-menina/

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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Livros do MEC para o ano de 2019 virão com Ideologia de Gênero

Livros do MEC para o ano de 2019 virão com Ideologia de Gênero.


As obras didáticas do PNLD/MEC 2019 são as primeiras alinhadas às 

políticas educacionais e ao projeto intercultural da BNCC, obrigatórios

 para todas as escolas do país. 



As escolas públicas e Secretarias de Educação que em tempo hábil registraram
 a escolha dos livros didáticos do Plano Nacional do Livro e do Material Didático
 (PNLD) 2019, receberão as obras no mês de janeiro/2019 para distribuição 
gratuita aos alunos.

O lote de livros desse edital é destinado à Pré-Escola (alunos de 4 a 5 anos e 
11 meses), cujos exemplares serão disponibilizados apenas aos professores e 
à 1ª fase do Ensino Fundamental, do 1º ao 5º ano (alunos de 6 a 10 anos), 
sendo que os livros de Educação Física serão entregues somente aos professores.

Há indícios de que as editoras, de maneira generalizada, em maior ou menor 
grau, aplicaram em seus conteúdos à Ideologia de Gênero (IG), tornando difícil 
às escolas escolherem livros isentos dessa matéria.

Entende-se por IG, no caso dos livros didáticos e literários para crianças de 
4 a 10 anos, a desconstrução de elementos culturais hegemônicos próprios 
da divisão sexual, estabelecidos no imaginário das crianças. Classificados 
pela IG como esteriótipos, esses componentes culturais devem ser modificados 
na sociedade a partir da escola.

Para tanto, aplicam-se estratégias lúdicas e semióticas visando a imbricação do 
comportamento para se levar a uma suposta igualdade de gênero. E, nesse 
contexto desenvolvem-se feminilidades em meninos e masculinidades em 
meninas. 

Outro ponto é a quebra e ampliação da normalidade constitucional (art. 226) do 
casamento entre um homem e uma mulher para admitir a união entre 
pessoas, independente do sexo e da quantidade de membros. Mesmo as uniões 
não sexuais (homem e mulher) são normalizadas na organização conceitual 
infantil com os mesmos termos: casal, casamento e família.

Os defensores das políticas de gênero para a educação infantil afirmam que ao 
aplicarem conceitos que anulam a divisão sexual entre os indivíduos (que seria 
histórica, cultural e social) estariam contribuindo para a construção de uma 
sociedade igualitária, sem conflitos e preconceitos. 

Já os contrários entendem que a divisão sexual entre os indivíduos seja 
natural e ancorada no determinismo biológico e psicológico. E, o 
comportamento social do homem e da mulher, embora possam ser marcados 
histórica, cultural e socialmente não seriam desvinculados do sexo.  

E denunciam as reais intenções da perspectiva de gênero de criar um novo 
modelo antropológico, social e familiar diferente daquele forjado 
milenarmente nas sociedades complexas, especialmente no Ocidente. Isto 
com sérias consequências sociais no futuro visto que esse novo modelo 
sempre esbarrará nos limites do determinismo sexual.

Durante a elaboração da BNCC (para crianças de 0 a 14 anos), as frentes 
parlamentares evangélica, católica, da vida e da família na Câmara dos 
Deputados e do Senado uniram suas forças políticas junto ao Governo e exigiram 
a retirada das menções ao gênero, orientação sexual e identidade de gênero no 
texto final.

O Governo Federal concordou com o pedido e determinou a retirada dos termos. 

No entanto, de maneira a contrariar o acordo governamental com as bancadas
 cristãs, as equipes de redação e revisão textual da BNCC no âmbito do Conselho
 Nacional de Educacional (CNE) e do Ministério da Educação (MEC) mantiveram
 intactos no texto homologado os conceitos de gênero, identidade de gênero e 
orientação sexual através do emprego de outras palavras, termos e expressões.

Mesmo que não tivesse havido o processo redacional de engenharia 
linguística e discursiva com o intuito de preservar o conceito de gênero em 
substituição ao sexo, mesmo assim a aplicação dessa matéria seria possível 
(embora por via indireta) por conta do eixo confesso da INTERCULTURALIDADE 
que sustenta a BNCC.

A IG faz parte da perspectiva teórica INTERCULTURAL que defende 
identidades e fronteiras abertas, fluídas e imbricadas.

Desta forma, a Ideologia de Gênero, por força da BNCC, estará presente 
nas escolas por meio dos projetos pedagógicos e dos materiais didáticos, 
literários e paradidáticos.

Não somente através deles, mas também dos cursos de licenciatura oferecidos 
pelas faculdades e universidades, cursos de formação continuada de 
professores promovidos por secretarias de educação e avaliações institucionais.

Em suma, permanece a luta contra a IG no sistema escolar, sobretudo na 
educação de crianças.

Orley José da Silva, é professor em Goiânia, mestre em letras e linguística 
(UFG) e doutorando em ciências da religião (PUC Goiás). É particularmente 
interessado no acompanhamento do currículo escolar e do material didático.



Artigos relacionados:

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Quanto o Brasil gasta com pesquisas científicas de gênero?



Orientações para uma leitura conservadora da BNCC


Proposta uma versão de BNCC realmente conservadora e livre da Ideologia de 
Gênero


Professores contra a Ideologia de Gênero na BNCC




















































Fonte: Professor Orley Silva
https://deolhonolivrodidatico.blogspot.com/2018/10/livros-do-mec-para-o-ano-de-2019-virao.html?
m=1&fbclid=IwAR06K7FSHi5d8jTDy5Y2rhg4IXEu-YMrdZWCifMzrWFBmsOcfurcrKwYqFw

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