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segunda-feira, 7 de março de 2011

Produção de texto: como ensinar os alunos a escrever de verdade

Para produzir textos de qualidade, seus alunos têm de saber o que querem dizer, para quem escrevem e qual é o gênero que melhor exprime essas ideias. A chave é ler muito e revisar continuamente.

 

TEXTOS DE QUALIDADE  Editorial, biografia, fábula e conto. Para redigir textos com significado, alunos de São Paulo, do Recife e do Rio de Janeiro leram o gênero estudado e aprenderam a planejar o que vão produzir e a revisar o material antes que ele possa circular entre colegas e familiares. Foto: Marcos Rosa


Narração, descrição e dissertação. Por muito tempo, esses três tipos de texto reinaram absolutos nas propostas de escrita. Consenso entre professores, essa maneira de ensinar a escrever foi uma das principais responsáveis pela falta de proficiência entre nossos estudantes. O trabalho baseado nas famosas composições e redações escolares tem uma fragilidade essencial: ele não garante o conhecimento necessário para produzir os textos que os alunos terão de escrever ao longo da vida. "Nessa abordagem, ninguém  considerava quem seriam os leitores. Não havia a ref lexão sobre a melhor estratégia para colocar uma ideia no papel", resume Telma Ferraz Leal, da Universidade Federal de Pernambuco.
Para aproximar a produção escrita das necessidades enfrentadas no dia-a-dia, o caminho atual é enfocar o desenvolvimento dos comportamentos leitores e escritores. Ou seja: levar a criança a participar de forma eficiente de atividades da vida social que envolvam ler e escrever. Noticiar um fato num jornal, ensinar os passos para fazer uma sobremesa ou argumentar para conseguir que um problema seja resolvido por um órgão público: cada uma dessas ações envolve um tipo de texto com uma finalidade, um suporte e um meio de veiculação específicos. Conhecer esses aspectos é condição mínima para decidir, enfim, o que escrever e de que forma fazer isso. Fica evidente que não são apenas as questões gramaticais ou notacionais (a ortografia, por exemplo) que ocupam o centro das atenções na construção da escrita, mas a maneira de elaborar o discurso .
Há outro ponto fundamental nessa transformação das atividades de produção de texto: quem vai ler. E, nesse caso, você não conta. "Entregar um texto para o professor é cumprir tarefa", argumenta Fernanda Liberali, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. "Escrever não é fácil. Para que o aluno fique estimulado com a proposta, é preciso que veja sentido nisso." O objetivo é fazer com que um leitor ausente no momento da produção compreenda o que se quis comunicar - e esse desafio requer diferentes aprendizagens.

O primeiro passo é conhecer os diversos gêneros. Mas é preciso atenção: isso não significa que os recursos discursivos, textuais e linguísticos dos contos de fadas e da reportagem, por exemplo, sejam conteúdos a apresentar aos alunos sem que eles os tenham identificado pela leitura, como ressalta Delia Lerner no livro Ler e Escrever na Escola. Um primeiro risco é o de cair na tentação de transmitir verbalmente as diferentes estruturas textuais. De acordo com a pesquisadora em didática, cabe a todo professor permitir que as crianças adquiram os comportamentos do leitor e do escritor pela participação em situações práticas e não "por meras verbalizações".

Ensinar a produzir textos nessa perspectiva prevê abordar três aspectos principais: a construção das condições didáticas, a revisão e a criação de um percurso de autoria, como se pode ver a seguir.
Fonte:http://revistaescola.abril.com.br/
Organizado por: Professora Marcia Valeria

4 comentários:

  1. Amém, querida. Primeiramente, bom dia. Você não acha que muito se fala a respeito de revolucionar o ensino de língua portuguesa, mas pouco se faz efetivamente? Quero dizer, 36 anos atrás, Carlos Faraco escreveu sobre modo errôneo que a língua era ensinada nas salas de aula, mas hoje, 36 anos depois, todos dão sua opinião e receitas de aparente sucesso, mas ainda encontramos nas universidades futuros professores que mal sabem interpretar um texto que dirá produzir um que tenha boa qualidade. Por que isto se dá?

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  2. Amada, concordo plenamente com você. Na minha época tinhamos que copiar do quadro, fazer leitura oral, avaliação oral, atividades práticas fora da sala de aula por falta de recursos, imagina??? E mesmo com a merenda que era sopa, todos respeitavam as Professoras, não existia dificuldade de aprendizagem na proporção de hoje e a letra da mairoria era bonita. Hoje com toda essa facilidade tecnológica, corretor ortográfico, etc... a memória fica pouco explorada. Temos a prova disso ao ler as pérolas do ENEM, que vergonha!!! Fora o risco que todos correm com essa violência.

    Agora respondendo sua pergunta, penso que depois do ECA as família colocaram toda a responsabilidade de Educar seus filhos para Escola sendo que o papel da Escola é a Educação Acadêmica. E nossas Leis nada nos favorece, não podemos cobrar horário, não podemos cobrar uniforme, não podemos cobrar material que é doado pelo Governo, não podemos NADA! Nada nem tanto, pois podemos apanhar de aluno, podemos trabalhar em dois ou três estabelecimentos de ensino pois nem piso salarial temos agora é subsídio. E por aí vai...Mas com tudo isso te confesso, amo minha profissão e vou trabalhar com a mesma garra do primeiro dia em que entrei em uma sala de aula. Acredito que se colocarmos Deus em primeiro plano em nossas vidas e fizermos nosso trabalho bem feito, esse quadro pode melhorar.

    Deixa seu e-mail ou orkut para nos comunicarmos eu escrevo demais, tenho muito assunto e gostaria muito de adquirir mais conhecimento com a sua prática. E saber as novidades das Faculdades.

    Beijinhos...PAZ!

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Tenha um dia abençoado! Paz!!!
Professora Marcia Valeria.

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Feliz Dia das Crianças para todos!
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Professora Marcia Valeria-2010.